A temporada de tempestades já deixou 16 mortos por raios nos Estados Unidos em 2026, segundo dados preliminares do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), com seis das mortes registradas na Flórida — o equivalente a 37,5% do total.
Vídeo: Mulher é atingida por raio enquanto pilotava moto durante tempestade no Vietnã
Pior que o Rio: Tóquio registra 34 dias consecutivos de chuva, sequência mais longa desde 1886
A vítima mais recente no estado da Flórida foi Matthew Eric Jenkins, de 20 anos, de Michigan. Ele morreu após ser atingido por um raio em 8 de setembro, enquanto caminhava por uma trilha próxima ao centro de Celebration, no condado de Osceola, quando testemunhas viram uma descarga elétrica nas proximidades e encontraram o jovem desacordado. Pessoas que estavam no local iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar antes da chegada dos socorristas.
Jenkins havia se mudado para a região da Flórida Central poucos dias antes para participar de um programa de estágio na Disney. Ele foi hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.
A Flórida é historicamente o estado americano com mais mortes provocadas por raios. Em 2026, além de Jenkins, morreram um homem de 41 anos atingido enquanto andava de jet ski perto de Fort De Soto; uma mulher de 31 anos e a filha de 2 anos, atingidas enquanto caminhavam de um carro até a casa, em Margate; um homem de 51 anos que estava na água em Fort Myers Beach; e um jovem de 18 anos que praticava caiaque em um rio do condado de Santa Rosa.
Atividade acima da média
O número de mortes na Flórida está dentro da faixa considerada habitual para o estado. Segundo Will Ulrich, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia em Melbourne, em entrevista ao veículo local Wesh Orlando, a média dos últimos dez anos é de cinco a seis mortes por raios por ano.
— Estamos, na verdade, em torno da média do que é habitual — afirmou Ulrich.
O que chama atenção neste ano é a quantidade de descargas elétricas. Dados analisados pelo National Lightning Safety Council mostram que a atividade de raios na Flórida está 28% acima da média dos últimos dez anos. Depois de um início de ano abaixo do normal, os registros aumentaram 12% em julho, 58% em agosto e chegaram a ficar 212% acima da média na primeira metade de setembro.
A proximidade do estado com o oceano Atlântico e o Golfo do México contribui para a formação frequente de tempestades durante os meses mais úmidos.
— Temos o Atlântico a leste e o Golfo a oeste. Durante os meses de verão, vemos um aumento da umidade que leva a pancadas de chuva e tempestades diárias — explicou Ulrich.
hfhfhthyrtfwer
O local mais seguro durante uma tempestade é uma construção fechada ou um veículo com teto rígido. Estruturas que têm cobertura, mas não possuem paredes, como quiosques e áreas abertas, não oferecem proteção adequada contra raios.
Embora a quantidade de mortes tenha caído significativamente nos Estados Unidos desde as décadas de 1990 e 2000, os sobreviventes de descargas elétricas podem sofrer consequências graves. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de 10% das pessoas atingidas por raios morrem; entre os sobreviventes, podem ocorrer efeitos de curto e longo prazo.
Em setembro, um casal da Flórida também sobreviveu a uma descarga durante uma caminhada em Winter Garden. Aaron e Clare Walenga sofreram hemorragias cerebrais; ela teve ainda perda temporária de memória, enquanto ele sofreu fraturas nas órbitas dos olhos, fratura no nariz e cortes no rosto.
Temporada de raios deixa 16 mortos nos EUA, com mais de um terço dos casos na Flórida
