Se o skincare já deixou de ser um cuidado restrito ao rosto, outras partes do corpo também passaram a ganhar mais atenção na rotina de beleza. Os pés, no entanto, ainda costumam ficar em segundo plano durante boa parte do ano. Com a chegada da temporada de sandálias, a região volta a ficar exposta e algumas dúvidas reaparecem, principalmente em relação à calosidade, à hidratação e aos procedimentos estéticos.
Seu cabelo está dando ‘red flags’? 7 sinais de que a queda deixou de ser normal
Botox além do rosto: os lugares inusitados onde ele também pode ser usado
Um dos mitos mais comuns é a ideia de que retirar a pele endurecida faz com que ela cresça ainda mais. De acordo com a nail designer e podóloga Val Pacheco, a sensação está relacionada ao próprio processo de formação da calosidade.
“Aquela pele já estava ali. Quando você faz o tratamento e a remoção, tem a impressão de que o pé sempre teve aquela textura, parecida com a de quando a gente era criança”, explica.
A profissional esclarece que o espessamento da pele é uma resposta natural ao atrito e à pressão exercidos sobre os pés. A camada mais rígida funciona como uma proteção diante desses estímulos e pode voltar a aparecer quando os fatores que provocam o atrito permanecem. “O pé vai criando essa proteção de acordo com o que ele recebe no dia a dia”, acrescenta.
Calosidade não é apenas uma questão estética
Embora a aparência seja um dos motivos que levam à busca por cuidados específicos, a rotina também interfere na condição da pele. Sapatos apertados, salto alto, longos períodos com calçados fechados e determinadas atividades podem aumentar o atrito e favorecer o surgimento de áreas mais espessas.
Quem deseja melhorar a textura pode recorrer a procedimentos voltados exclusivamente à estética. Entre eles está a chamada plástica dos pés, que reúne etapas como esfoliação, remoção da calosidade e hidratação. A finalização pode incluir produtos de consistência mais densa, como cremes, manteigas hidratantes e parafina.
É importante, porém, diferenciar esse tipo de cuidado de um atendimento de podologia. “A pedicure cuida principalmente das unhas. A podologia já está relacionada à saúde dos pés, como unhas encravadas, calos mais profundos e espículas. A plástica dos pés é um cuidado estético”, diferencia Val.
O cuidado não termina no procedimento
A procura por esse tipo de tratamento não se limita às mulheres. Pessoas que usam salto com frequência ou permanecem muitas horas com os pés dentro de sapatos fechados também podem buscar alternativas voltadas à maciez da pele. Entre os homens, Val percebe uma demanda relacionada principalmente ao excesso de pele e ao odor. “É um cuidado superficial, mas que eles percebem. Depois do tratamento, ficam encantados”, relata.
Para prolongar o resultado, a manutenção em casa também faz diferença. A recomendação é hidratar os pés diariamente e prestar atenção aos hábitos que contribuem para o excesso de atrito. A frequência de novos procedimentos varia de acordo com a necessidade individual, podendo ficar entre 40 e 60 dias.
Nem todo mundo, no entanto, deve se submeter ao procedimento. Pessoas com diabetes, úlceras ou feridas abertas precisam de cuidados específicos, assim como gestantes a partir de 30 semanas, conforme orientação médica. Nessas situações, a avaliação profissional é importante antes de qualquer intervenção estética.
Pés entram no radar do skincare: veja os cuidados que ganharam espaço
Magnific
Mais do que preparar os pés para a temporada de sandálias, incluir a região na rotina de cuidados ajuda a olhar para uma parte do corpo que costuma passar despercebida no dia a dia. A aparência pode ser o motivo inicial da procura, mas observar a pele, os hábitos e possíveis alterações também faz parte desse cuidado.
O pé também entrou para o radar do skincare: saiba como cuidar
