A oposição venezuelana apresentou, neste domingo (18), um “grande acordo nacional” que confirma a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, como sua líder, em um momento em que uma facção opositora negocia com o governo interino uma transição democrática no país.
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Os membros da Plataforma Unitária concordaram em “ratificar o mandato de mudança política expresso pelos venezuelanos por meio de seu voto, e reconhecer e apoiar a liderança de María Corina Machado”, que se encontra exilada no Panamá, segundo o documento final apresentado ao término de uma reunião em Caracas.
“Vamos avançar agora em uma das iniciativas que, para mim, é das mais poderosas, potentes e necessárias, e que será reconhecida pelo mundo, que é o nosso grande acordo para a reconstrução da República. Um grande acordo nacional”, disse Machado em um vídeo transmitido no ato.
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Os representantes políticos apresentaram 14 propostas para a redemocratização do país, assim como a implementação de um roteiro para eleições gerais.
Acordaram impulsionar estratégias de transição com atores nacionais e internacionais para facilitar negociações políticas e a reinstitucionalização do Estado.
Os membros também concordaram em “exigir a libertação total e incondicional dos presos políticos, o retorno dos exilados, o fim da repressão política (…), a anulação das inabilitações e dos procedimentos administrativos contra organizações políticas, e a promoção de políticas para proteger os direitos humanos”.
A Plataforma considera necessário “apoiar o roteiro democrático para alcançar um processo ordenado e pacífico que permita negociações efetivas e a realização de eleições livres, competitivas e verificáveis”, sem, contudo, definir uma data.
O Vente Venezuela, partido de Machado, exige eleições em 2027 e um calendário eleitoral.
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