O Vasco participa da mobilização dos clubes para ir contra a proibição das bets determinada pelo Governo Federal através de Medida Provisória, mas se vê imune aos prejuízos.
Está previsto em contrato que se o déficit do clube aumentar o novo investidor, o empresário Marcos Lamacchia, precisa compensar a perda e injetar mais recursos.
Na oferta apresentada e homologada pela Justiça, a Almirante Participações tem previsão de investir R$ 500 milhões em cinco anos no futebol, mas o valor é mínimo e pode aumentar.
A expectativa é que essa quantia seja investida nos próximos dois anos. É o prazo do contrato com a atual patrocinadora máster, a Sportingbet, inclusive.
O recurso destinado pelo patrocinador em 2026 já foi pago e houve uma notificação ao Vasco em tom de proteção antes de eventual rescisão. O clube recebeu R$ 25 milhões pelo acordo até o fim do ano.
Em 2027, o valor fixo aumenta para R$ 35 milhões, sem contar gatilhos de performance. Mesmo assim o valor é considerado facilmente coberto pelo novo investidor.
Uma cláusula do contrato com a Sportingbet ainda prevê que se o clube fosse vendido haveria brecha para rescindir o acordo sem o pagamento de multa.
Por que o Vasco se vê imune ao prejuízo causado pelo fim das bets
