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setembro 28, 2026
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Pressionado para desistir na reta final da disputa presidencial e apoiar Flávio, Zema diz que levará candidatura 'até o fim'

Por · setembro 28, 2026
Zema reduz ataques a Flávio para evitar novos atritos com PL e tenta diversificar pautas de olho no eleitorado à direita


O ex-governador Romeu Zema (Novo) negou nesta segunda-feira que desistirá da candidatura presidencial em meio ao aumento da pressão de aliados na reta final da campanha para que ele saia da disputa e apoie o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 1% de intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada hoje, o ex-mandatário não tem conseguido emplacar uma posição competitiva e tem assistido correligionários e aliados declararem apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
— Estou aqui começando a minha segunda-feira. Vou ficar todo o tempo em campo. Levo a minha proposta até o final. Derrotei já o PT duas vezes em Minas Gerais. E sou um candidato ficha limpa, sem rabo preso e que mais combate a corrupção, que é o grande câncer do Brasil — disse o governador em um vídeo divulgado por sua assessoria de imprensa.
A desistência também foi negada ao GLOBO pelo vice escolhido para a chapa, o senador Eduardo Girão (Novo), que atribui a pressão a um “movimento isolado” e relatou que estará ao lado do ex-governador nos próximos dias, com agendas previstas para Juiz de Fora (MG) e Manaus (AM). Dentro da campanha, interlocutores também afirmam que Zema quer ir até o fim e que tem uma sequência de agendas a serem cumpridas no interior de São Paulo antes do primeiro turno.
Nos últimos dias, no entanto, o ex-governador tem sido pressionado por aliados que, até então, apoiam a campanha e conselheiros a abrir mão da candidatura e apoiar Flávio Bolsonaro. O parlamentar também tem feito apelos ao voto útil na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dentro do Novo, desde a pré-campanha, diretórios do partido na região Sul, como no Paraná e no Rio Grande do Sul, acenam ao bolsonarismo e ocupam o palanque do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O entorno de Zema, no entanto, tem argumentado, por sua vez, que a manutenção da candidatura presidencial é importante para a expansão do partido e que poderá ajudar a sigla a ultrapassar a cláusula de barreira.

Pressionado para desistir na reta final da disputa presidencial e apoiar Flávio, Zema diz que levará candidatura 'até o fim'