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outubro 14, 2026
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Advogado pede penas de até 16 anos para supostos responsáveis ​​pela morte de Maradona

Por · outubro 14, 2026
Advogado pede penas de até 16 anos para supostos responsáveis ​​pela morte de Maradona


O advogado do filho mais novo de Diego Maradona pediu, nesta terça-feira, penas de até 16 anos de prisão para os principais acusados ​​pela morte do craque — uma punição mais severa do que a solicitada pela promotoria. Maradona morreu aos 60 anos, vítima de parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, em 25 de novembro de 2020. O ex-jogador estava em regime de internação domiciliar em Tigre, perto de San Isidro, na Argentina, após passar por uma cirurgia para tratar um hematoma na cabeça. Sete profissionais de saúde estão sendo julgados por sua morte.
Leia mais: Maradona foi abandonado ‘à própria sorte’ por equipe médica, diz promotoria em julgamento sobre morte do ídolo argentino
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Durante a audiência do julgamento nesta terça-feira, Mario Baudry, advogado de Diego Fernando (filho mais novo de Maradona), pediu 16 anos de prisão para dois dos médicos que participaram da internação. Trata-se de Leopoldo Luque e da coordenadora médica da internação, Nancy Forlini. Ele também pediu 14 anos para a psiquiatra Agustina Cosachov e 12 anos de prisão para o psicólogo Carlos Díaz. Além disso, propôs uma pena de quatro anos para um enfermeiro e seu coordenador.
“Desde o primeiro momento, Luque sabia exatamente o que estava por vir e tentou se eximir de culpa […] ele sabia que Diego morreria com o tratamento que lhe estavam dando”, afirmou Baudry na audiência.
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A promotoria pede penas entre quatro e 12 anos para seis dos acusados ​​e a absolvição de um deles. As alegações finais do julgamento terminarão em 22 de outubro; em seguida, o tribunal proferirá a sentença em data ainda a ser definida.
“É um homicídio”
Os envolvidos enfrentavam inicialmente a acusação de homicídio com dolo eventual — uma figura jurídica que implica que eles tinham consciência de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte do ex-jogador. Em sua argumentação, Félix Linfante, advogado de Jana Maradona — uma dos cinco filhos do astro —, apoiou o pedido de prisão feito pela promotoria contra Luque, Forlini e Cosachov.
Ele pediu três anos de prisão para o enfermeiro Ricardo Almirón e seu coordenador, Mariano Perroni, e a absolvição do psicólogo Carlos Díaz.
“Reprovamos Luque por não ter feito o que seu dever indicava para ajudá-lo […] ele sabia que o coração dele estava doente, que ele podia morrer e que seu corpo estava retendo líquido”, disse o advogado.
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Esse é um dos pontos-chave do julgamento, já que várias testemunhas especialistas apontaram que Maradona tinha problemas cardíacos e que estes provocaram edemas — acúmulo de líquido nos órgãos — que não foram tratados. Cosachov é apontada como responsável pela trágica internação domiciliar, e suas decisões são questionadas.
“Ela decidiu que o paciente fosse para uma casa e não para um centro [médico], decidiu quem o acompanharia, decidiu qual remédio ele não tomaria e decidiu que o clínico não fosse”, disse Linfante.
Trata-se de Pedro Di Spagna, para quem a promotoria e três partes acusadoras pediram a absolvição. Por outro lado, os advogados dos filhos de Maradona apontaram que a coordenadora Forlini não forneceu os equipamentos necessários para possíveis emergências na residência. Além disso, após a morte, a acusada enviou uma mensagem à sua equipe afirmando que o falecimento era previsível.
“Para ela, a morte de Diego foi um desfecho esperado; para esta parte, é um homicídio”, disse Linfante.
As duas filhas mais velhas de Maradona, Dalma e Gianinna, reagiram na sala com um suspiro de indignação após o pedido de absolvição do psicólogo Díaz. Baudry e Linfante também pediram a investigação do ex-representante de Maradona, Matías Morla, e de dois de seus funcionários como possíveis coautores da morte. Pediram também a investigação da gerente jurídica da empresa de assistência médica privada, Mariana Flichman, por possível encobrimento.

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