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setembro 23, 2026
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Cuba denuncia fala de Trump na ONU sobre o futuro da ilha como 'calúnia' e 'falsidade', e delegação abandona sessão

Por · setembro 22, 2026


Cuba classificou como “calúnia” e “falsidade” as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, diante da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, após o republicano afirmar que a ilha caribenha “cairá”, sem dar maiores detalhes sobre seus planos. Havana e Washington estão envolvidos em uma disputa há meses, com forças americanas implementando um bloqueio de combustíveis ao primeiro país comunista das Américas, o que motivou uma grave crise social e apagões generalizados.
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“O governo dos EUA é incapaz de aceitar que Cuba é, e tem direito de ser, um país plenamente independente e soberano”, escreveu o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, que chefia a representação diplomática do país em Nova York. “Nenhuma das falsidades do presidente dos EUA na ONU e nenhuma calúnia podem nem poderão negar esse fato”.
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Enquanto Trump ocupava o púlpito da assembleia, e afirmava que o governo americano quer alcançar uma “mudança fundamental” na ilha caribenha, a delegação cubana terminava de abandonar o sessão em sinal de protesto. Críticas ao presidente americano também partiram da liderança revolucionária em Havana.
“Incapaz de justificar o castigo contra o povo de Cuba e sua guerra econômica genocida, o presidente dos EUA repete na ONU que Cuba representa uma ameaça”, escreveu o presidente Miguel Díaz-Canel na rede social X. “A mentira é o recurso dos que se negam a aceitar o direito à livre determinação do povo cubano.
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As relações entre os países atravessam um de seus momentos mais tensos dos últimos anos. Desde o retorno de Trump à Casa Branca, ele reforçou as sanções contra Cuba e aumentou a pressão diplomática sobre o governo comunista.
Desde então, Trump ameaçou em várias ocasiões “tomar o controle” da ilha, localizada a apenas 150 Km da costa da Flórida, por considerá-la uma “ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos EUA.

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