Por trás dos banquetes e dos tradicionais chás da realeza britânica, há uma série de restrições que pouco têm a ver com luxo. A alimentação dos Windsor segue regras específicas para reduzir riscos de saúde, preservar a imagem pública dos integrantes da família e, em alguns casos, respeitar escolhas pessoais. Alho, determinados frutos do mar, carnes malpassadas e foie gras estão entre os itens que podem ficar longe das mesas reais.
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As recomendações ganham ainda mais importância durante viagens oficiais. Qualquer indisposição pode comprometer uma agenda extensa de compromissos, além de representar um problema diplomático quando ocorre no exterior. Por isso, segundo relatos de antigos funcionários da família, os cuidados começam antes mesmo de a comida chegar ao prato.
Por que frutos do mar ficam de fora
O ex-mordomo real Grant Harrold explicou ao “Daily Express” que ostras, camarões e outros frutos do mar costumam ser evitados por causa do risco de intoxicação alimentar. Segundo ele, esses alimentos podem acumular bactérias presentes na água.
“Ao fazer refeições, a Família Real precisa ter cuidado com frutos do mar devido ao risco de intoxicação. Normalmente, você não encontrará isso no cardápio real”, declarou.
A preocupação aumenta durante compromissos internacionais. “Não queremos que um membro da Família Real tenha uma reação grave de intoxicação alimentar, especialmente se estiverem em uma viagem oficial ao exterior”, acrescentou Harrold.
Carnes cruas ou malpassadas também entram na lista de cuidados. O ex-chef real Darren McGrady contou que a Princesa Diana evitava esse tipo de preparo diante de convidados, abrindo uma exceção para o cordeiro.
A cautela se estende à água durante viagens. De acordo com relatos sobre os hábitos da família, integrantes da realeza preferem consumir água engarrafada britânica fora do Reino Unido. Entre as marcas associadas à família está a Hildon, que possui certificação oficial da coroa.
O alho que não chega à mesa
Se há um ingrediente que ganhou fama por estar praticamente banido dos cardápios reais, é o alho. A razão está menos relacionada ao sabor e mais à rotina de compromissos públicos: encontros, recepções e conversas próximas fazem parte do dia a dia dos integrantes da família.
A própria Rainha Camilla comentou a restrição em 2018, durante o “MasterChef Australia”. Ao ser questionada sobre os alimentos proibidos, foi categórica: “Detesto dizer isso, mas o alho. Alho é algo que não entra de jeito nenhum.”
Preparações muito apimentadas também podem ser evitadas em ocasiões oficiais, sobretudo por causa de possíveis desconfortos digestivos. Em casa, porém, a regra é bem menos rígida.
Kate Middleton já contou que gosta de comida bastante picante e que costuma adaptar o curry preparado para a família de acordo com o paladar de cada um. Enquanto os filhos recebem uma versão sem pimenta e o marido, o príncipe William, uma opção de intensidade média, ela prefere o prato mais apimentado.
“E eu gosto bem picante”, contou a Princesa de Gales. Segundo ela, a filha também lida bem com sabores mais intensos: “A Charlotte lida muito bem com a pimenta.”
A escolha de Charles contra o foie gras
Algumas restrições, no entanto, têm outra origem. O Rei Charles decidiu banir o foie gras — iguaria preparada com fígado de pato ou ganso, tradicional na culinária francesa — das residências reais por razões ligadas ao bem-estar animal.
Em 2008, ainda como Príncipe de Gales, Charles confirmou a política em uma carta. “Eu só queria tranquilizá-los de que o Príncipe de Gales tem uma política de que seus chefs não devem comprar foie gras”, escreveu.
A orientação passou a valer para as cozinhas das propriedades reais, incluindo o Palácio de Buckingham.
O que Charles prefere comer
As escolhas pessoais do atual monarca também aparecem no cotidiano. Charles não costuma consumir açúcar refinado no chá e prefere mel produzido nas próprias colmeias de Highgrove House.
Chocolate também não está entre suas preferências. Segundo Darren McGrady, o rei tende a escolher sobremesas à base de frutas. Entre as opções de que mais gostava, o chef citou bolo de laranja com azeite de oliva e pão de banana.
Os hábitos da falecida Rainha Elizabeth II seguiam outra lógica. Quando fazia refeições sozinha, a monarca costumava reduzir alimentos ricos em amido, como massas, pães e batatas. Peixes ou frango grelhados acompanhados de legumes estavam entre as escolhas mais frequentes.
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