“Sou caipira Pirapora, Nossa Senhora de Aparecida/ Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida/ Sou caipira Pirapora, Nossa Senhora de Aparecida/ Ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida”. Os versos da iônica canção “Romaria”, de Renato Teixeira, levaram Antonio Baldini, filho da cantora Maria Rita, às lágrimas no palco da casa de shows carioca Vivo Rio, na noite deste sábado (10).
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O menino, de 22 anos, fruto do relacionamento da cantora com o cineasta Marcus Baldini, roubou a cena ao não conseguir conter as lágrimas enquanto a mãe cantava, à capela, a canção.
Era o momento dos agradecimentos, quando Maria Rita, cercada pelos músicos de sua banda, puxou a música, sendo acompanhada em coro pela plateia. Nesta hora, Antonio, caiu no choro.
Antonio Baldin e a mãe, Maria Rita
Reprodução
O filho de Maria Rita passou a integrar a banda da cantora na recente turnê da artista “Redescobrir vol. 2”, em que ela revista o repertório da mãe, Elis Regina:
– Essa turnê é a busca pelo colo da minha mãe – disse a artista em entrevista recente ao GLOBO.
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“Romaria” virou um grande clássico da MPB com a voz marcante de Elis, que deu nova alma aos versos sobre o homem do campo e a fé.
Nessa mesma entrevista ao GLOBO, Maria Rita falou sobre a alegria de ter o filho, que toca percussão e violão, ao seu lado no palco:
– Aquela barriga virou um músico. Fico absurdamente emocionada! Não imaginava o quanto. Tem aquela hora em que quero apertar a bochecha dele. E quando o arranjo pega fogo e vejo a cabeça dele saindo fumaça, penso: “Vou pedir pausa para ele respirar”. Mas não posso né… (risos) – brincou ela, que apresentou o menino com grande emoção no show deste sábado (veja abaixo o vídeo no exato momento).
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A cantora também revelou como lida com o patrimônio familiar que é Elis Regina com seus os filhos e como procura fazer que entendam a dimensão que ela teve:
– Busco falar dela o máximo possível. Colocar entendimento da responsabilidade, mas não na coisa pesada que um dia tive. Mas da responsabilidade do amor, do afeto, do orgulho, do legado que a gente leva. Tem que ser bom para eles também. Converso com o Antonio nesse momento em que ele não sabe o que vai ser. Digo: “Quer ser músico? Vou te dar a minha opinião, que não é a verdade absoluta: você se lascou: É filho da Maria Rita, neto da Elis Regina e do César Camargo Mariano. Se não usar isso a seu favor, se não ficar alerta, o que tem de malandro só esperando você botar a cabeça para fora… Vão te comer vivo. Eu não vou deixar, estou do seu lado”. Então, é esse entendimento de que temos um legado, um bom legado, não é um legado de vergonha, é bonito, é o legado de uma identidade de uma nação. Falo: “Cara, quando vovó morreu, parou a cidade de São Paulo, botaram em cima de um caminhão de bombeiro, só a Ayrton Senna teve igual”. É para ter orgulho, entende?
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