O ex-policial militar João Luiz da Silva, o Gago, foi condenado pelo Tribunal do Júiri, nesta terça-feira, a 37 anos, cinco meses e 29 dias de prisão pela morte do empresário e contraventor Marcelo Diotti, ocorrida em março de 2018, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), Gago integrava a organização criminosa conhecida como Escritório do Crime, apontada em investigações como responsável por homicídios sob encomenda e chefiada por Adriano da Nóbrega, o Capitão Adriano.
Suspeita de cartel: Escolas do Estado do Rio receberam R$ 1,6 bilhão para obras sem licitação e com indícios de irregularidades
Está preso: Fornecedor do Comando Vermelho movimentou R$ 70 milhões enquanto vivia no anonimato em Maceió
João Luiz foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, em maio de 2020, pelo homicídio qualificado de Diotti. O crime na Avenida das Américas e, de acordo com o Ministério Branco, foi motivado por desavenças entre a vítima e Capitão Adriano — — morto em confronto com a polícia em 2020, na Bahia.
De acordo com as investigações, integrantes do Escritório do Crime” responsáveis pela execução, entre eles Gago, monitoraram a rotina de Diotti e de sua companheira até o momento do crime. Após sair de um restaurante, a vítima foi atingida por diversos disparos, a maior parte deles na cabeça.
Vídeo: Polícia investiga série de atropelamentos e perseguição de entregadores de moto a motorista de Land Rover em Niterói
O Conselho de Jurados acolheu integralmente os pedidos do MPRJ ao reconhecer que o crime foi praticado por dois motivos torpes: por vingança de Adriano contra a vítima e como demonstração de força e poder diante de grupo rival a Diotti. Também ficou demonstrado que o crime foi cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, por meio de emboscada e por grupo de extermínio.
Os irmãos Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, e Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão, também apontados como integrantes do Escritório do Crime e participantes do homicídio, foram julgados e condenados em maio de 2024.
‘Ventania braba’: Fortes rajadas surpreendem moradores do Rio e geram reclamações nas redes
O crime
Marcelo Diotti e a esposa estavam perto do carro dele, um Mercedes SUV branco, no estacionamento de um restaurante, quando os assassinos chegaram e fizeram pelo menos 20 disparos, segundo o relato de testemunhas. No local, foram encontradas cápsulas de fuzil calibres 556 e 762.
Diotti era marido da ex-mulher do ex-vereador Cristiano Girão, condenado por formação de quadrilha, crime eleitoral e acusado de comandar a milícia da Gardênia Azul, na Zona Sudoeste.
Vídeo: Surfistas salvam turista que não conseguia sair do mar da Barra
Em junho de 2017, Marcelo e a esposa haviam sido vítimas de outro atentado. Os dois deixavam uma festa num hotel, também na Barra, quando se tornaram alvos de disparos. A 16ª DP (Barra da Tijuca) ouviu os depoimentos do casal à época.
Initial plugin text
Integrante do Escritório do Crime é condenado pela morte de desafeto do capitão Adriano da Nóbrega
